segunda-feira, 9 de março de 2009

Ele quer apenas encontrá-lo, amá-lo e ser amado em retorno...

Durante alguns incontáveis e intermináveis minutos de delírio, vi o seu corpo suado e pulsante. Era mais uma vez que ele tinha deixado isso acontecer mesmo após várias promessas contrárias, o amor invadira o seu coração. Estivera numa fase deprimida e deprimente, desilusão é uma das piores realidades encontradas pelo ser que ama, e isso o desestimulava a prosseguir da forma como desejava e tentava obedecer aos padrões e regras estabelecidas pelo seu entorno dominante, ou seja, ficar na sua solitude e fingir que estava tudo bem, mesmo não estando.
Ainda que ele insistisse à via contrária, parece-me que estava impulsionado ao conformismo das pessoas que não amam e não sabem o que vem a ser esse sentimento maravilhoso, tido como vilão por muitos. Mas, por mais que elas insistissem na sua desistência desse “vilão”, alegando ser o Amor o causador de qualquer sofrimento e fracasso na vida, ele não iria desistir de tê-lo como um dos seus companheiros de vida, de ele ser o seu melhor amigo. Não desistiria pelos seguintes motivos, foi criado de uma forma que mostrava o quanto o amor é importante para ser feliz e o quanto a sua falta causa tristezas, desesperos e depressões. A sua filosofia de vida foi praticamente toda centrada nesse sentimento, até mesmo pela religião, e também pela forma romântica que sempre lhe fascinou, fosse por meio dos livros, novelas, filmes e teatros, ou seja, pela arte nas suas mais variadas formas e linguagens.
Pois foi assim que, como uma fênix, sobreviveu até os dias de hoje, queimou-se muitas vezes pelo fogo ardente e acolhedor do sentimento mais puro e bonito que já tivera contato, o amor. Ele sempre aparece de forma inesperada e aquecendo o frio coração que vaga solitário pelo mundo, mas dependendo do que for usado como combustível, ele pode se tornar um perigo em vez de uma fonte de luz e energia. Infelizmente as pessoas não estão acostumadas a esse tipo de sentimento, e logo que se deparam com ele, sentem medo e desconforto, quando, na verdade seu propósito primordial é outro. Com isso, os seus alvos desse amor “aterrador” (como eu amo entender os significados das palavras através da análise dos seus radicais, sua composição, sufixos, prefixos... é tão bom destrinchar a palavra e verificar nela os diversos significados, conceitos e definições existentes), consumiram-no (sim, emprego aqui a significação capitalista do consumo barato, efêmero e descartável de um simples produto) e o descartaram logo que acharam que não teria mais serventia. Ele virava cinzas... Decompunha-se sob a própria custódia daquilo que lhe fazia sobreviver, que era o amor. Porém, como dito anteriormente, ele reunia forças (não me perguntem de onde) para renascer das cinzas dos seus próprios insucessos. Depois desse processo doloroso de recomposição estrutural, via-se fadado a prosseguir uma jornada solitária, sem ter com quem contar, sem alguém para que ele pudesse se apoiar nos momentos de fraqueza, desespero e obstáculos encontrados e também alguém pra dividir os momentos felizes e de conquistas.
Foi assim por anos a fio, até que um dia o meu herói conseguiu encontrar alguém em quem confiar, alguém que pudesse demonstrar seus sentimentos, seus medos, paixões, sua real personalidade, ou seja, alguém que realmente pudesse amar, sem temer a reprovação que sempre encontrava nos outros relacionamentos. Viveu intensamente cada segundo que tinha junto à sua nova paixão, e não demorou para que essa paixão se transformasse num verdadeiro amor. A barreira do desejo, da paixão simples, tinha sido transposta, agora não havia mais limites para aquilo que ele poderia realizar e fazer para que ele e seu amor pudessem ser felizes, pudessem estar juntos, por mais que as situações fossem adversas a esse sucesso, o seu desejo maior era fazer com que aquele ser, que tinha encontrado no verdadeiro Espetáculo Internacional da Vida, fosse feliz. Meu herói tinha essa “ridiculous obsession with love” (frase do pai de Christian, dita a ele no filme ‘Moulin Rouge!’), e acreditava ser aquele o momento que tanto tinha esperado chegar. Suas esperanças foram alimentadas com muito carinho e promessas de amor, e como uma planta que recebe o mesmo tipo de tratamento e sem nenhum vestígio de pragas que antes insistiam em jogar-se no seu terreno, seu amor cresceu e tornou-se vistoso, sadio e sólido.
Porém, como nem tudo está fadado à felicidade e à simplicidade (principalmente para o nosso ”sortudo” herói), ele teve um desencanto. O intuito e a força para lutar pela felicidade não tinham atingido o seu amante com a mesma intensidade e empolgação que o fizeram arregaçar as mangas em busca de um trabalho árduo pelo amor, mas que demonstrava ter um final digno de contos de fadas. Ele tinha certeza que aquela pessoa era a certa, ainda mais depois da vasta experiência obtida com tantas pessoas erradas. Talvez, devido ao deslumbre do novo mundo que aparecia para o seu amante, ou talvez ingenuidade, ou inexperiência, ele não tinha tido a mesma visão que o herói tivera. Ou talvez tenha sido apenas medo de iniciar uma batalha pela felicidade, as pessoas ainda não estão preparadas para amar, infelizmente. Tentei mostrar ao herói que as pessoas têm medo disso, de serem felizes, de amar e de possuírem vidas melhores, mais alegres e com mais qualidade de vida. Elas ainda não perceberam que as soluções da maior parte dos problemas que elas enfrentam estão no poder curativo, aconchegante e renovador que o amor possui. Não sabem, coitadas, que a lição que deveriam saber mais do que qualquer tabuada, regra de concordância, o que quer que seja, é a encontrada na música de Natalie Cole, também colocada no excelente (e romântico ao extremo) ‘Moulin Rouge!’: “The greatest thing you’ll ever learn is just to love and be loved in return!” (algo como: A coisa mais importante que você irá aprender é AMAR e SER AMADO em retorno).
Meu herói caiu novamente no fogo destrutivo que o amor incompleto (o que não é correspondido) possui, mas dessa vez o fogo era diferente, tanto na sua textura, quanto na sua temperatura, coloração e principalmente, sua conseqüência. O meu herói fenixiniano não voltou ressecado pelo fogo, nem amargurado, nem desesperançoso, um pouco melancólico e triste é verdade, mas há algo nele que me impressionou. Ele havia decidido que dessa vez tinha algo errado, algo que ele não sabia explicar, e muito menos eu saberei do que se trata especificamente. A única certeza que ele me deu foi a de que dessa vez ele não vai se entregar à desistência, ele está disposto a lutar pelo amor que encontrou, mesmo que isso lhe cause certas feridas, dores e reprovações por parte daqueles que o cercam. Ele está disposto a ser feliz novamente com o único amante que lhe proporcionou esse tipo de felicidade, de sentimento, de amor. Mesmo que isso lhe tome certo tempo, que poderá chegar a muito mais do que meros meses. Ainda que ele tenha que ter também muita força e disposição, ele está disposto a correr esse risco, pois, para o meu herói, esse amante vale a pena cada esforço feito, para que no final a felicidade e o amor sejam conquistados!
"Come What May" - linda canção que mostra o que é verdadeiro amor...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Hoje posto um novo texto... Acho que agora com o advento de uma internet caseira (com problemas, óbvio. Facilidade parece ser definitivamente algo que não exite no meu vocabulário), terei mais ânimo para postar minhas idéias, por mais que elas sejam loucas, ou muitas vezes inúteis... Bom, isso para os outros, porque para mim elas nunca foram, são ou serão!
Ahhh, eu amo o verbo 'ser' no português! A sua irregularidade fascina a minha vida e o meu olhar. Iclusive, a sua singularidade fez-me pensar no seu correspondente inglês, um verbo tão enormemente admirado pelo ensino dessa língua dos primórdios da 5ª série (hoje 6° ano) até o mais longínquo 3° ano do Ensino Médio. É incrível como os professores remarcam o seu uso ao longo desses, hum, deixe-me pensar, 7 anos!
O VERBO TO BE!
Ele foi empregado na célebre passagem de Hamlet ("plagiada" e satirizada no movimento antropofágico brasileiro "Tupi or not Tupi!") "to be, or not to be, that is the question", que foi deliberadamente traduzida para "Ser ou não ser, eis a questão!". Não venho aqui criticar a tradução, mas ela me mostra a inclinação egoísta da persona de Hamlet...e do tradutor.
Sei que o contexto é indispensável para uma boa tradução e além do mais, "Ser ou não ser" é muito mais poético do que "Estar ou não estar", porém, é incrível o quanto as pessoas estão preocupadas com o ser isso ou aquilo, e não com estar. Também não entro no mérito do que seja melhor no nível semântico, mas só coloco aqui uma urubuservação de que isso me fez pensar no "achismo" das pessoas atualmente. É um "eu sou isso" e "eu sou aquilo" que me embrou essa passagem literária...
Acho que temos que tomar cuidado com os 'achismos' para que eles não nos atrapalhem de realmente sermos aquilo que somos e não invencionices de uma cabeça influenciada pelo alto teor ególico que a sociedade nos mergulha atualmente.
Ah, um dia vocês entenderão o que quero dizer... assim espero!

domingo, 1 de março de 2009

C'est la dernière fois!

Até a internet venceu o amor... :´(

Acabei de escrever um texto enorme em defesa do amor e graças a um bug, ele desapreceu, foi apagado, sem cópia para que eu pudesse recuperá-lo. E mosdéstia a parte, estava ótimo!

É... parece que realmente o mundo não está preparado para o amor, e usa de todas as armas e situações para enfraquecê-lo e destruí-lo...

É uma pena... tinha pelo menos a esperança de colocar o meu ponto de vista a respeito desse sentimento tão esquecido pelas pessoas. Mas fiquei totalmente desmotivado após gastar quase uma hora para dissertar em defesa do que mais prezo, e ver meu trabalho indo pelo ralo, quer dizer... pelo esquecimento.

Parece que morrerei sem ver o dia da vitória do amor. Infelizmente... acho que meu maior sonho não se realizará, pelo menos nessa vida :(