terça-feira, 15 de junho de 2010

Intercâmbio - Parte II

Eis que venho aqui novamente, contar minhas peripécias, situações e experiências obtidas com o meu preparo para o intercâmbio.
Esse mês de junho foi o mais tumultuado e corrido de todos os que tenho lembrança (e olha que ele tá apenas na metade). Tive momentos extremamente estressantes, mas ao mesmo tempo tive outros ímpares e profundamente emocionantes.
Começarei pelos 'maus' momentos, né?! ... Ou será que eu poderia dizer, momentos desesperadores?
Recebi vários e-mails da Universidade que irei estudar (não que isso seja ruim, mas foram mais pepinos para eu resolver em pouco tempo) e em um deles, eu já tomei conhecimento do lugar aonde morarei: Skejbyparken. Pelo que eu entendi, trata-se de um prédio só com moradores estudantes (lado bom, uma vez que a chance de eu ter vizinhos chatos diminui drasticamente hehehe). Na verdade, não sei se é um prédio só, ou um conjunto de três prédios. Bom, mas o que importa é que nele estarão locados CENTO E CINQUENTA estudantes divididos em apartamentos para duas pessoas, que são constituídos de dois quartos, um banheiro e uma cozinha. Ou seja, coisa boa também, pois terei meu próprio quarto e dividirei a cozinha só com mais uma pessoa e não um batalhão de 15 famintos. Com isso, será mais fácil ter controle de tudo, pois, caso eu não tenho comido algo, só me resta UMA pessoa suspeita -HA! rs
O problema nisso tudo é que eu não faço a mínima idéia de qual parte do mundo virá a pessoa com a qual dividirei a cozinha e também o banheiro (aff... fazer o quê, né?!).
Isso me aflige um pouco, pois a pessoa pode ser um saco, ser muito legal, falar uma outra língua que nunca tive contato... Aí vai ser lindo, eu falando português com uma pessoa que fala japonês (uma língua que não sei NADA, por exemplo), ambos tentando se fazer entender em inglês, num país que fala dinamarquês (que sei menos coisas ainda hahaha). E a questão dos hábitos?? Das diferentes culturas?? É... vai ser uma experiência e tanto.
Outro e-mail foi para eu mandar documentos para a "confecção" da minha carteirinha de lá (eba!), outro foi para escolher as disciplinas que farei lá (que ainda não respondi, pois necessita MUITA análise e estudo aprofundado para não cometer uma burrada) e o último era para o pagamento do curso que farei antes do início das aulas, Destination DK.
Sobre esse curso, será algo assim: Um curso de duas semanas (de 02 a 14 de agosto), oferecido pela própria Aarhus Universitet, e que tem por objetivo o preparo de alunos (completamente despreparados, como eu) para se familiarizarem com a língua e cultura dinamarquesa. Essa primeira parte, a língua, será dada na parte da manhã, em sala de aula mesmo. A outra, cultura, será feita com passeios a museus, cinema, aulas também, sobre a cultura dinamarquesa/escandinava, culinária, entre outras coisas (ou seja, vou morrer de tesão e felicidade com essa parte! hahaha).
Tive mil compromissos na faculdade também (ai, confesso que tenho cada vez menos paciência com a UFJF... acho que meu tempo lá já está saturado).
Agora a parte ótima!
Fui a Ribeirão Preto no feriadão de Corpus Christi (é assim que se escreve?! o.O) e cheguei lá na quinta-feira às 5:30 da madrugada. Não é que não tinha só minha avó e meu tio, como de costume, como também minha prima, o namorido dela e minha tia?! Todos me esperando, apitando e com "bexigas" (como eles as chamam lá) nas cores vermelha e branca, uma bandeira de papel da Dinamarca na parede e um café-da-manhã de rei. Foi extremamente emocionante e prazeroso aquele momento.
Ao mesmo tempo foi triste, pois eu sabia que aquele seria um dos últimos momentos que passaria junto à minha família materna por um longo período de tempo. A minha prima Titi fez uma grande e excelente programação nos dias que estive lá e cada uma das coisas foi mais legal que a outra. Fui a lugares incríveis, comi muito bem, passeei bastante, vi muito gente bonita e conheci muita gente legal.
Deu para me despedir também de um outro tio, tia e de uma prima, que não via há mais tempo ainda.
Foi uma pena que o único que não consegui ver foi o meu primo Gui, que sei que não pode ir devido a problemas que nós, quando estamos na fase adulta, temos que enfrentar... o mais chato de todos: TRABALHO! =/
Mas entendo perfeitamente e não fiquei chateado. Só triste mesmo, por não ter me despedido pessoalmente dele.
Bem, é isso! This is it! rs
Tem muitas outras coisas sendo resolvidas nesse momento, mas isso é coisa para uma próxima postagem! Até breve... ^^
P.S: Deixo aqui uma foto área da cidade Århus, presente no manual do intercambista que recebi recentemente pelo correio: ^^ (aquele monte de prédios amarelinhos com muitas árvores no entorno é o campus da Aarhus Universitet)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Intercâmbio - Parte I

Depois de MIL anos sem postar nada no meu blog, resolvi reativá-lo devido às novas circunstâncias ocorridas na minha vida ultimamente, mais precisamente nas últimas horas!
Agora é FATO! A mais importante etapa da minha vida, até o momento, acaba de se tornar realidade.
No exato dia 22 de março de 2010, estava eu a navegar no site da UFJF para resolver problemas no SIGA (como sempre), quando vi uma chamada para o que dizia ser o maior processo de intercâmbio da UFJF na história. Como a-do-ro tomadas sensacionalistas, decidi verificar tal notícia. Ao terminar de ler todo o edital de seleção, percebi que aquele era o meu momento e, caso não tentasse agora, talvez depois seria tarde demais, ou até mesmo impossível.
Sonho em fazer um intercâmbio para a Europa desde que me entendo por gente, e sempre comentei que se eu morresse sem antes pisar lá, morreria extremamente frustrado e infeliz.
Então, do nada, via a universidade a qual tenho vínculo desde 2003 (devido ao ex CTU) delimitando a oportunidade de intercâmbio para a Dinamarca, na universidade da cidade de Århus (Aarhus Universitet), para só e somente alunos de Letras. O melhor estava na seleção, prova de inglês, que é a língua estrangeira que possuo maior familiaridade, e análise de currículo, que modéstia a parte, o meu é bem bom, ok?! rs
Fiz minha inscrição no último dia, 26 de março, e a prova foi já no dia 29 (cabulosa por sinal... e muito da inútil, pois não mede nunca a sua capacidade comunicativa ou de escrita na língua em questão). Passei naquele martírio e dali já fiquei extasiado. Estava entre um número de pessoas menor do que o tanto de vagas destinadas ao intercâmbio. Eram 5 vagas e fomos 4 passantes na prova de inglês, a única etapa eliminatória.
Depois disso tudo, tivemos a tal análise do currículo, histórico, documentos e carta de motivação. Pois, apesar de todos termos uma vaga garantida na universidade eleita como a 63ª melhor do mundo, a UFJF só havia disponibilizado duas bolsas de auxílio. Levando em conta que os gastos na Europa são muito diferentes dos tidos aqui, uma bolsa não seria só bem-vinda, como também necessária.
Nas desventuras em série da minha vida, eis que um fato se concretiza como algo simplesmente estupendo. Levando em conta a prova da língua e da 2ª etapa, consegui o 1° lugar desse intercâmbio UFJF (Brasil) - AarhusUniversitet (Dinamarca), e, consequentemente, uma das bolsas já é minha!
Agora, farei o máximo que puder para deixar as notícias sobre as minhas peripécias escandinavas, nórdicas e européias aqui neste blog e no outro que possuo (e que está mais às traças que este), para que eu ainda tenha uma proximidade com as pessoas que gosto aqui do Brasil.
Também quero deixar esse blog sempre atualizado, por ser esta uma oporturnidade única e maravilhosa, que, sinceramente, precisa ser expressa e partilhada!
Boa sorte para nós! Um abraço!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Ele quer apenas encontrá-lo, amá-lo e ser amado em retorno...

Durante alguns incontáveis e intermináveis minutos de delírio, vi o seu corpo suado e pulsante. Era mais uma vez que ele tinha deixado isso acontecer mesmo após várias promessas contrárias, o amor invadira o seu coração. Estivera numa fase deprimida e deprimente, desilusão é uma das piores realidades encontradas pelo ser que ama, e isso o desestimulava a prosseguir da forma como desejava e tentava obedecer aos padrões e regras estabelecidas pelo seu entorno dominante, ou seja, ficar na sua solitude e fingir que estava tudo bem, mesmo não estando.
Ainda que ele insistisse à via contrária, parece-me que estava impulsionado ao conformismo das pessoas que não amam e não sabem o que vem a ser esse sentimento maravilhoso, tido como vilão por muitos. Mas, por mais que elas insistissem na sua desistência desse “vilão”, alegando ser o Amor o causador de qualquer sofrimento e fracasso na vida, ele não iria desistir de tê-lo como um dos seus companheiros de vida, de ele ser o seu melhor amigo. Não desistiria pelos seguintes motivos, foi criado de uma forma que mostrava o quanto o amor é importante para ser feliz e o quanto a sua falta causa tristezas, desesperos e depressões. A sua filosofia de vida foi praticamente toda centrada nesse sentimento, até mesmo pela religião, e também pela forma romântica que sempre lhe fascinou, fosse por meio dos livros, novelas, filmes e teatros, ou seja, pela arte nas suas mais variadas formas e linguagens.
Pois foi assim que, como uma fênix, sobreviveu até os dias de hoje, queimou-se muitas vezes pelo fogo ardente e acolhedor do sentimento mais puro e bonito que já tivera contato, o amor. Ele sempre aparece de forma inesperada e aquecendo o frio coração que vaga solitário pelo mundo, mas dependendo do que for usado como combustível, ele pode se tornar um perigo em vez de uma fonte de luz e energia. Infelizmente as pessoas não estão acostumadas a esse tipo de sentimento, e logo que se deparam com ele, sentem medo e desconforto, quando, na verdade seu propósito primordial é outro. Com isso, os seus alvos desse amor “aterrador” (como eu amo entender os significados das palavras através da análise dos seus radicais, sua composição, sufixos, prefixos... é tão bom destrinchar a palavra e verificar nela os diversos significados, conceitos e definições existentes), consumiram-no (sim, emprego aqui a significação capitalista do consumo barato, efêmero e descartável de um simples produto) e o descartaram logo que acharam que não teria mais serventia. Ele virava cinzas... Decompunha-se sob a própria custódia daquilo que lhe fazia sobreviver, que era o amor. Porém, como dito anteriormente, ele reunia forças (não me perguntem de onde) para renascer das cinzas dos seus próprios insucessos. Depois desse processo doloroso de recomposição estrutural, via-se fadado a prosseguir uma jornada solitária, sem ter com quem contar, sem alguém para que ele pudesse se apoiar nos momentos de fraqueza, desespero e obstáculos encontrados e também alguém pra dividir os momentos felizes e de conquistas.
Foi assim por anos a fio, até que um dia o meu herói conseguiu encontrar alguém em quem confiar, alguém que pudesse demonstrar seus sentimentos, seus medos, paixões, sua real personalidade, ou seja, alguém que realmente pudesse amar, sem temer a reprovação que sempre encontrava nos outros relacionamentos. Viveu intensamente cada segundo que tinha junto à sua nova paixão, e não demorou para que essa paixão se transformasse num verdadeiro amor. A barreira do desejo, da paixão simples, tinha sido transposta, agora não havia mais limites para aquilo que ele poderia realizar e fazer para que ele e seu amor pudessem ser felizes, pudessem estar juntos, por mais que as situações fossem adversas a esse sucesso, o seu desejo maior era fazer com que aquele ser, que tinha encontrado no verdadeiro Espetáculo Internacional da Vida, fosse feliz. Meu herói tinha essa “ridiculous obsession with love” (frase do pai de Christian, dita a ele no filme ‘Moulin Rouge!’), e acreditava ser aquele o momento que tanto tinha esperado chegar. Suas esperanças foram alimentadas com muito carinho e promessas de amor, e como uma planta que recebe o mesmo tipo de tratamento e sem nenhum vestígio de pragas que antes insistiam em jogar-se no seu terreno, seu amor cresceu e tornou-se vistoso, sadio e sólido.
Porém, como nem tudo está fadado à felicidade e à simplicidade (principalmente para o nosso ”sortudo” herói), ele teve um desencanto. O intuito e a força para lutar pela felicidade não tinham atingido o seu amante com a mesma intensidade e empolgação que o fizeram arregaçar as mangas em busca de um trabalho árduo pelo amor, mas que demonstrava ter um final digno de contos de fadas. Ele tinha certeza que aquela pessoa era a certa, ainda mais depois da vasta experiência obtida com tantas pessoas erradas. Talvez, devido ao deslumbre do novo mundo que aparecia para o seu amante, ou talvez ingenuidade, ou inexperiência, ele não tinha tido a mesma visão que o herói tivera. Ou talvez tenha sido apenas medo de iniciar uma batalha pela felicidade, as pessoas ainda não estão preparadas para amar, infelizmente. Tentei mostrar ao herói que as pessoas têm medo disso, de serem felizes, de amar e de possuírem vidas melhores, mais alegres e com mais qualidade de vida. Elas ainda não perceberam que as soluções da maior parte dos problemas que elas enfrentam estão no poder curativo, aconchegante e renovador que o amor possui. Não sabem, coitadas, que a lição que deveriam saber mais do que qualquer tabuada, regra de concordância, o que quer que seja, é a encontrada na música de Natalie Cole, também colocada no excelente (e romântico ao extremo) ‘Moulin Rouge!’: “The greatest thing you’ll ever learn is just to love and be loved in return!” (algo como: A coisa mais importante que você irá aprender é AMAR e SER AMADO em retorno).
Meu herói caiu novamente no fogo destrutivo que o amor incompleto (o que não é correspondido) possui, mas dessa vez o fogo era diferente, tanto na sua textura, quanto na sua temperatura, coloração e principalmente, sua conseqüência. O meu herói fenixiniano não voltou ressecado pelo fogo, nem amargurado, nem desesperançoso, um pouco melancólico e triste é verdade, mas há algo nele que me impressionou. Ele havia decidido que dessa vez tinha algo errado, algo que ele não sabia explicar, e muito menos eu saberei do que se trata especificamente. A única certeza que ele me deu foi a de que dessa vez ele não vai se entregar à desistência, ele está disposto a lutar pelo amor que encontrou, mesmo que isso lhe cause certas feridas, dores e reprovações por parte daqueles que o cercam. Ele está disposto a ser feliz novamente com o único amante que lhe proporcionou esse tipo de felicidade, de sentimento, de amor. Mesmo que isso lhe tome certo tempo, que poderá chegar a muito mais do que meros meses. Ainda que ele tenha que ter também muita força e disposição, ele está disposto a correr esse risco, pois, para o meu herói, esse amante vale a pena cada esforço feito, para que no final a felicidade e o amor sejam conquistados!
"Come What May" - linda canção que mostra o que é verdadeiro amor...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Hoje posto um novo texto... Acho que agora com o advento de uma internet caseira (com problemas, óbvio. Facilidade parece ser definitivamente algo que não exite no meu vocabulário), terei mais ânimo para postar minhas idéias, por mais que elas sejam loucas, ou muitas vezes inúteis... Bom, isso para os outros, porque para mim elas nunca foram, são ou serão!
Ahhh, eu amo o verbo 'ser' no português! A sua irregularidade fascina a minha vida e o meu olhar. Iclusive, a sua singularidade fez-me pensar no seu correspondente inglês, um verbo tão enormemente admirado pelo ensino dessa língua dos primórdios da 5ª série (hoje 6° ano) até o mais longínquo 3° ano do Ensino Médio. É incrível como os professores remarcam o seu uso ao longo desses, hum, deixe-me pensar, 7 anos!
O VERBO TO BE!
Ele foi empregado na célebre passagem de Hamlet ("plagiada" e satirizada no movimento antropofágico brasileiro "Tupi or not Tupi!") "to be, or not to be, that is the question", que foi deliberadamente traduzida para "Ser ou não ser, eis a questão!". Não venho aqui criticar a tradução, mas ela me mostra a inclinação egoísta da persona de Hamlet...e do tradutor.
Sei que o contexto é indispensável para uma boa tradução e além do mais, "Ser ou não ser" é muito mais poético do que "Estar ou não estar", porém, é incrível o quanto as pessoas estão preocupadas com o ser isso ou aquilo, e não com estar. Também não entro no mérito do que seja melhor no nível semântico, mas só coloco aqui uma urubuservação de que isso me fez pensar no "achismo" das pessoas atualmente. É um "eu sou isso" e "eu sou aquilo" que me embrou essa passagem literária...
Acho que temos que tomar cuidado com os 'achismos' para que eles não nos atrapalhem de realmente sermos aquilo que somos e não invencionices de uma cabeça influenciada pelo alto teor ególico que a sociedade nos mergulha atualmente.
Ah, um dia vocês entenderão o que quero dizer... assim espero!

domingo, 1 de março de 2009

C'est la dernière fois!

Até a internet venceu o amor... :´(

Acabei de escrever um texto enorme em defesa do amor e graças a um bug, ele desapreceu, foi apagado, sem cópia para que eu pudesse recuperá-lo. E mosdéstia a parte, estava ótimo!

É... parece que realmente o mundo não está preparado para o amor, e usa de todas as armas e situações para enfraquecê-lo e destruí-lo...

É uma pena... tinha pelo menos a esperança de colocar o meu ponto de vista a respeito desse sentimento tão esquecido pelas pessoas. Mas fiquei totalmente desmotivado após gastar quase uma hora para dissertar em defesa do que mais prezo, e ver meu trabalho indo pelo ralo, quer dizer... pelo esquecimento.

Parece que morrerei sem ver o dia da vitória do amor. Infelizmente... acho que meu maior sonho não se realizará, pelo menos nessa vida :(

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Abram as suas pernas... depois é de mente.

Manhã azul de grande estante, me encontro clara naquele instante. Fui passear no bosque e encontrei um deus, parado e me olhando. Sua cauda era enorme e seu olhar penetrante. Fez-me logo uma proposta e de lá descemos calmamente, a princípio, para depois aumentarmos a velocidade, pelo rio do prazer. Fiz as pazes com as lâminas e com isso fiquei lisa, raspei-lhe todo o pêlo e então pus-me a cantar. Ai, como era linda a canção, como era virgem a minha mão, antes de colocá-la a trabalhar. Matei todos os modos de como olhava antes os ângulos de sua figura. E com isso modifiquei a fôrma de seu corpo, que moldava a tudo que lhe passasse, e tive desejos. Ah, os desejos, eles são tão bons e traiçoeiros, que mal consigo esquecê-los. Seria assim que se poderia chegar a uma conclusão? São tantos ofícios e tanto sermão que nem bem dormi e já tenho que respirar. Aflita, doída e praticamente mal comida... Ah, comida má, nem com tanta fome tive tempo de apreciá-la. Bem, mas voltemos ao meu ofício, aonde estávamos mesmo, quer dizer, aonde EU estava? Oh, como pude olvidar-me! Cheguei a tempo dos meus devaneios, estou pronta para abrir as pernas e poder penetrar e trabalhar nesse meio que se encontra na minha frente. Puxei pela virilha, depois subi e desci. Tive que voltar a íntima região ínfima diversas vezes, mas claro que não me esqueci dos peitos, braços e é claro das costas, além de ser muito importante passar uma boa mão pelas pernas torneadas. Como era grande aquele macho e como queria ele um trabalho perfeito. Demorou bastante para que eu terminasse. O resultado foi um chão imundo, muito suor pingando pelo meu corpo e uma vermelhidão intensa pelo corpo masculino. Sangue. Fiz o meu melhor, mas pequenas gotículas saíram em algumas partes mais sensíveis do seu corpo definido. Apesar desse pequeno cenário estranho, comentou com prazer e satisfação que eu atingi os seus objetivos mais profundos. Perguntou-me quanto eu cobrava. E logo após a minha resposta, ouvi como comentário masculino que eu era uma santa em cobrar tão pouco por um serviço tão bom e feito com tanta garra, amor e dedicação. Fiquei feliz por isso. É bom ouvir elogios, principalmente quando merecemos. O Divino ser que antes repousava sob o meu corpo foi-se embora, e logo não demorou a chegar outro ser querendo os meus serviços.
Foi um dia longo, satisfatório e que faturei bastante. É bem verdade que me exaustava hora e outra. Há momentos em que é difícil e cansativa, essa profissão de depiladora.

domingo, 1 de junho de 2008

La la ba do meu amor.

Mais um dia de plena luz no meu caminho!
Voltarei de dia para lá,
Quando o sol for me fazer o favor
De dizer o que sou.
E para onde vou?
Assim ficará difícil
Dizer o quanto gosto
Da música que enxergo
Na clara fita azul das nuvens
Com carinhas de peixes
Que voam abertamente pelas montanhas do meu coração!
Ah, que amor solitário é esse?
Que vida bandida e estéril é aquela
que simplesmente insiste em me perseguir?
Até aonde o sol bate
Até aonde o mar resfria
Até aonde o céu enegrece
A morte do meu coração.