quarta-feira, 18 de junho de 2008

Abram as suas pernas... depois é de mente.

Manhã azul de grande estante, me encontro clara naquele instante. Fui passear no bosque e encontrei um deus, parado e me olhando. Sua cauda era enorme e seu olhar penetrante. Fez-me logo uma proposta e de lá descemos calmamente, a princípio, para depois aumentarmos a velocidade, pelo rio do prazer. Fiz as pazes com as lâminas e com isso fiquei lisa, raspei-lhe todo o pêlo e então pus-me a cantar. Ai, como era linda a canção, como era virgem a minha mão, antes de colocá-la a trabalhar. Matei todos os modos de como olhava antes os ângulos de sua figura. E com isso modifiquei a fôrma de seu corpo, que moldava a tudo que lhe passasse, e tive desejos. Ah, os desejos, eles são tão bons e traiçoeiros, que mal consigo esquecê-los. Seria assim que se poderia chegar a uma conclusão? São tantos ofícios e tanto sermão que nem bem dormi e já tenho que respirar. Aflita, doída e praticamente mal comida... Ah, comida má, nem com tanta fome tive tempo de apreciá-la. Bem, mas voltemos ao meu ofício, aonde estávamos mesmo, quer dizer, aonde EU estava? Oh, como pude olvidar-me! Cheguei a tempo dos meus devaneios, estou pronta para abrir as pernas e poder penetrar e trabalhar nesse meio que se encontra na minha frente. Puxei pela virilha, depois subi e desci. Tive que voltar a íntima região ínfima diversas vezes, mas claro que não me esqueci dos peitos, braços e é claro das costas, além de ser muito importante passar uma boa mão pelas pernas torneadas. Como era grande aquele macho e como queria ele um trabalho perfeito. Demorou bastante para que eu terminasse. O resultado foi um chão imundo, muito suor pingando pelo meu corpo e uma vermelhidão intensa pelo corpo masculino. Sangue. Fiz o meu melhor, mas pequenas gotículas saíram em algumas partes mais sensíveis do seu corpo definido. Apesar desse pequeno cenário estranho, comentou com prazer e satisfação que eu atingi os seus objetivos mais profundos. Perguntou-me quanto eu cobrava. E logo após a minha resposta, ouvi como comentário masculino que eu era uma santa em cobrar tão pouco por um serviço tão bom e feito com tanta garra, amor e dedicação. Fiquei feliz por isso. É bom ouvir elogios, principalmente quando merecemos. O Divino ser que antes repousava sob o meu corpo foi-se embora, e logo não demorou a chegar outro ser querendo os meus serviços.
Foi um dia longo, satisfatório e que faturei bastante. É bem verdade que me exaustava hora e outra. Há momentos em que é difícil e cansativa, essa profissão de depiladora.

2 comentários:

Anônimo disse...

eh um trecho de "as memórias da baranga leléia"?

Leo Feccini disse...

Uheuheueh... não é não amigo Jão. As memórias dela vão virar um livro sim, e será mais babadeiro e terá mais sucesso do que "Memórias de uma Gueixa" rssrsr